Inglaterra: quem protesta, na verdade? Inglaterra: quem protesta, na verdade? Segundo o sociólogo Sílvio Caccia Bava, os jovens ingleses protestam contra a exclusão, a discriminação e o desemprego. Não são, portanto, saqueadores ou marginais como vem alardeando a mídia em geral. Assistam o vídeo, cujo link segue abaixo: http://www.youtube.com/watch?v=HI1YSPHVeIA&feature=youtu.be
Categoria: MUNDO
Escrito por Fernando Gelfuso às 17h56
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JORNALIXO
JORNALIXO 
Para quem ainda não sabe o que explica, em grande medida, a crise do jornalismo no Brasil e - por associação colonial - no mundo, aí está o principal fator. Nada há de jornalistico na matéria que vai dentro desta que até hoje ainda podia ser chamada de revista, enquanto a capa retrata com grande fidelidade o que se pode chamar de JORNALIXO. Trabalhos como este emporcalham a imprensa, o país, a humanidade, além de afrontar o leitor. Época conseguiu superar a Veja em desfaçatez. O leitor vai entender, com certeza, que esta edição prenuncia a morte da revista (ou será da imprensa?) e não da presidente. Todos os responsáveis por esta vergonhosa, mórbida, sórdida edição devem ser processados, não pela presidente, mas por todos os brasileiros que ainda acreditam ser possível viver em um país minimamente decente.
Categoria: BRASIL
Escrito por Fernando Gelfuso às 00h00
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FUTEBOL BRASILEIRO: AGORA A CRISE APARECE?
FUTEBOL BRASILEIRO: AGORA A CRISE APARECE? A Copa do Mundo é mesmo um evento extraordinário. Ela encanta multidões, desperta paixões, exalta patriotismos, faz aflorar problemas esportivos nos países eliminados, faz relevar questões sociais e políticas em terras onde ela se realiza, além de difundir valores culturais dos povos participantes. Verdadeiramente uma interessante e duradoura aula de humanidade. No caso do Brasil o evento assume mérito quase que exclusivamente esportivo. Em caso de vitória, idolatria aos craques e exaltação à competência do comando; na derrota condenação geral e crucificação de poucos. Em 2010, estão condenados ao suplício Felipe Mello, Dunga e Jorginho – não sei por que insistem em absolver o goleiro Julio César que atrapalhou o Felipe Mello no primeiro gol e falhou, ou minimamente titubeou no segundo tento holandês. Agora, eliminada precocemente da Copa, nossa seleção será dissecada, os nossos atletas serão reavaliados e os comandantes serão criticados e novamente orientados a realizarem uma ampla remodelação, e tudo deve passar primeiramente pela substituição da comissão técnica para que uma nova base de jogadores possa ser formada para 2014. Nós, pobres mortais, cá da distância observamos e analisamos as grandes mudanças sempre pela ótica dos homens das canetas e dos microfones, analistas, profissionais especializados que pouco ou nada ultrapassam os limites do campo da bola. Os europeus, longe de apresentarem a plasticidade dos antigos malabaristas brasileiros da bola, mostraram mais ginga do que os seus companheiros dos tempos de Bob Chalton. A Holanda, a Espanha e a Alemanha mostraram lampejos e um bailado futebolístico que muito se assemelhava aos espetáculos das fintas geniais de Garrincha, metidas de bola que lembravam os traçados geométricos dos lançamentos de Gerson, os desfiles elegantes de Didi, e por ai vai. Parece que a Europa cedeu ao encanto do futebol arte, enquanto o futebol brasileiro entregou-se à globalização cultural que acompanhou a globalização econômica nos tempos do neoliberalismo. Nas décadas de 1980, 1990 e anos 2000, fervilhavam na mídia esportiva tupiniquim as propostas de europeização do nosso futebol. Clubes empresas, modelos de campeonatos, formatação das competições, adequação do número de clubes e, principalmente a adoção de esquemas táticos similares aos que se adotavam no velho continente. Então está aí o que a cartolagem e as vozes especializadas dos jornalões queriam. O futebol está globalizado: os jogadores não são mais "escravos" dos clubes, mas servos de senhores feudais, “empresários”, que se apossam dos infelizes e de suas famílias; os clubes estão empresarialmente desaparecidos porque as empresa: s assumem os clubes, lucram, resolvem seus problemas financeiros e somem sem deixar rastros; os nossos times e seleções praticam um futebol recheados de trivialidades, a mesmice tática e a força imperam; os atletas são preparados desde a mais tenra idade para substituírem a habilidade pela disciplina tática; preparo físico é agora força. A força do velho futebol europeu chegou à pátria de Pelé, Rivelino, Tostão, Canhoteiro e Edu. Discussão? Só se for o trivial. Problematizar? Só se for para se levantar questões ligadas à conjuntura mais imediata do mundo da bola. Argumentar-se contra ou a favor da Lei Pelé, jamais! Propor que os clubes voltem a ser geridos pelas suas comunidades, nem pensar! Então, eu gostaria que as pessoas que condenam hoje o Felipe Melo discutissem também essas questões. Ele é só mais um atleta de futebol produzido em laboratório para gerar resultados para as grandes corporações que atuam no setor esportivo, para as federações dos países em que ele atua e, em especial, para a CBF. Não deu certo mais uma vez. Parece que a Europa decidiu mudar outra vez. A Europa está em crise, os clubes empresas do velho continente estão falidos, os empresários que os dirigem estão à beira do abismo econômico. Quem sabe agora as comunidades voltam a ser chamadas para administrarem os clubes, para buscar jogadores nos campinhos de terra batida das periferias das cidades brasileiras. Acho que a periferia tem algo para ensinar aos europeus... De novo! Bem que Flávio Prado, Neves, Juca, PVC e tantos outros especialistas discutissem conclusões como a do jornalista uruguaio Eduardo Galeano sobre a seleção alemã: “Tem a força e a velocidade dos velhos tempos, mas uma elegância e uma alegria que talvez seja o aporte de tantos jovens incorporados em suas fileiras, em sua maioria imigrantes ou filhos de imigrantes. No futebol, como na vida, a mestiçagem melhora”.
Categoria: SOCIED, CULT, ESP e MEIO AMBIENT
Escrito por Fernando Gelfuso às 11h12
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Revolta Árabe
Sobre o Egito, ... Oriente Médio Acerca das ocorrências dos últimos meses naquela porção do mundo conhecida como Oriente Médio, parece que a grande imprensa – jornalões, televisões e rádios – esta se esquecendo de informar a opinião pública que os ditadores que estão se espatifando, juntamente com suas máquinas corruptas e reacionárias, sempre foram sustentados política e militarmente pelos democratas que dirigiram a Casa Branca. As Revoltas Populares que sacodem o Oriente Médio podem estar representando o início de uma grande insurgência contra os aliados do Ocidente. Perdidos em meio às crises geradas pelo seu próprio belicismo, os EEUU já não conseguem mais disfarçar a sua desfaçatez geopolítica. Talvez por isso, envergonhada pelas escabrosas atuações externas da pátria dos patrões, é que a imprensa só consegue denominar ditadores os antigos chefes de “regimes estáveis” como Mubarak sem, contudo contextualizar, relacionar ou historicizar suas informações.
Categoria: MUNDO
Escrito por Fernando Gelfuso às 00h07
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CONVITE CONVITE O Blog acusa o recebimento de um convite para solenidade que prestará justa homenagem ao militante Eduardo Leite, o Bacuri, morto pela ditadura civil-militar que infelicitou o país entre 1964 e 1985. Se aqui reproduzimos o convite é porque gostariamos que os amigos lá estivessem ou mandassem mensagens para Denize e Maria Eduarda, como pede o convite. Segue a íntegra do mesmo. No próximo dia 7, Eduardo Leite - O Bacuri, receberá o título de Cidadão Paulistano. As informações seguem no convite.
Trata-se de mais um dos casos de absoluta crueldade da repressão. Na véspera de ser retirado de madrugada do Deops para ser assassinado, a repressão lhe entregou - na cela onde estava sozinho - um exemplar da Folha da Tarde que noticiava sua morte "em tiroteio".
Para que jamais esqueçamos a história, a Folha da Tarde era aquele pasquim que o senhor Otávio Frias (pai do senhor Otávio Frias Filho) cedeu graciosamente ao esquadrão da morte durante os dois anos finais dos 1960, e que assim continuou até o final dos 1970.
Bacuri tem uma das histórias mais bonitas da nossa resistência.
Quando foi preso, sua companheira - nossa grande e querida camarada Denize Crispim - estava grávida. Meses depois, nasceu a Maria Eduarda.
Sugiro a quem não possa comparecer que envie mensagens dirigidas a essas duas mulheres (Denize e Maria Eduarda), para o endereço da Denize:
Denize Crispim Perez Saiba mais') }" href="mailto:zdenize@gmail.com">zdenize@gmail.com
 Mais ainda, peço a todos os nossos camaradas jornalistas e blogueiros façam uma grande cobertura do evento, e procurem contar para todo o Brasil e o Mundo, quem foi Bacuri, quem é Denize, quem foi Joelson Crispim (irmão de Denize, também assassinado naqueles anos) e quem foram José Maria Crispim e a tecelã Encarnación Perez - pais de Denize e velhos militantes comunistas. Durante a ditadura do pós 64, Encarnación ficou presa até sair trocada por um diplomata raptado, e José Maria, que já estivera preso em 1941 durante a ditadura Vargas (Estado Novo), ficou na clandestinidade, exilando-se em seguida.
Alipio Freire
Categoria: BRASIL
Escrito por Fernando Gelfuso às 20h31
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O ENEM e o DEMOTUCANATO O ENEM e o DEMOTUCANATO A pedido de um amigo estudante de curso pré-vestibular este blog emite opinião sobre o exame e a mixórdia das provas amarelas e gabaritos do ENEM realizado no último sábado, dia 06 de novembro. Primeiramente devemos considerar a qualidade da prova de Ciências Humanas. O ENEM parece mesmo disposto a enterrar a História factual. As questões versaram sobre temas muito próximos à realidade dos estudantes - ética, homofobia, preconceitos e corrupção política e administrativa, por exemplo - e, o que é mais interessante, com o mínimo de exigência dos conteúdos específicos. Textos interessantes foram postos à interpretação do aluno. Isso é inteligente, é sério em humanidades. Claro que é preciso avançar na qualificação da prova, mas, em vista daquilo que já vimos em provas de seleção pré-universitárias, os progressos se evidenciam a cada ano. Com relação aos seguidos problemas - estamos considerando as ocorrências do ano passado - como vazamento da prova, inversão de gabaritos ou problemas em um dos tipos de prova, acusamos, em primeiro lugar o estardalhaço da mídia em geral e, particularmente, dos "jornalões" que não medem esforços para demonizar tudo aquilo que parte ou é relizado pelo atual governo. Sobre isso, reporduzimos abaixo texto colhido no site da Agência Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?alterarHomeAtual=1&home=S). ELES QUEREM UM TERCEIRO TURNO
3,3 milhões de estudantes prestaram as provas do ENEM deste ano, uma forma mais democrática de concorrer nacionalmente a 83 mil vagas em 84 universidades federais do país. Ocorreram falhas que demonstram a necessidade de ajustes no sistema: 31 mil cadernos da prova amarela,por exemplo, tinham defeitos de impressão. Destes, apenas 21 mil exemplares chegaram a ser distribuídos – a maioria acabou trocada no local do exame. O Inep estima que entre 2 mil e 3 mil estudantes tenham sido prejudicados --repita-se de um total de 3,3 milhões de participantes. O MEC já assegurou a esses jovens a possibilidade de refazer o exame em condições de isonomia, ou seja, a tempo de concorrer às vagas disponíveis nas universidades federais. Mas a mídia demotucana está sôfrega. Inconformada. Não digeriu o caroço da derrota eleitoral do seu candidato por uma diferença de 12 milhões de votos. Atenção, 12 milhões de votos rechaçaram adicionalmente o golpismo udenista. O mesmo que agora regurgita um ressentimento encalacrado no sistema digestivo e tenta transformar 0,04% dos participantes do ENEM em militancia a serviço de um revanchismo cego pela derrota no escrutínio democrático. É preciso avisar aos senhores da coalizão motucana e a seus ventrílocos no dispositivo midiático: a Constituição brasileira não prevê terceiro turno. Além disso, não conseguimos dormir sem pensar na possibilidade de que algo de muito estranho esteja acontecendo com esses benditos exames. Será que não existe ninguém, nenhuma empresa, nenhuma gráfica suficientemente competente para pruduzir as ditas provas? Estranho, muito estranho...
Categoria: EDUCAÇÃO e VESTIBULAR
Escrito por Fernando Gelfuso às 22h23
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Chega!!!
Chega!!! Espera aí!!! Casos de roubos, extorsões, assaltos, cambalachos ou negociatas não devem ocupar os espaços policiais na imprensa??? Então, porque a revista Época dessa semana – 18 de outubro de 2010 – está publicando um caso com esses atributos na seção “Eleições 2010"? É incrível o descaramento dessa imprensa golpista.
As oligarquias insistem em repetir 1889, 1954, 1964.... Ressuscitam Carlos Lacerda, o Corvo, a todo instante.
A matéria fala de um tal Valter Cardeal, pessoa de quem ninguém nunca ouviu falar, homem de confiança da candidata Dilma Rousseff, que teria participado de uma fraude junto a um banco alemão, o KFW, que, igualmente, nunca ninguém ouviu falar. Espera aí!!! Estou louco eu, o mundo está de cabeça para baixo, ou alguma coisa existe no ar além dos aviões de carreira? Essa mídia oligárquica quer eleger a qualquer custo o seu candidato ou ela está se preparando para atuar como polícia da sociedade? Se assim for, este Blog sugere aos “profissionais” (jornalistas e analistas) que se dispõem a prestar tal (des)serviço à nação que se ponham a trabalhar para as polícias de todos os graus, tipos e níveis afim de contribuírem para a busca de criminosos de todos os matizes. Só o que não se pode admitir é que a imprensa imponha aos cidadãos deste país o seu candidato utilizando-se de meios tão inescrupulosos. Não podemos admitir que a grande imprensa siga chamando de idiotas as pessoas que sustentam a própria imprensa – não esquecer que quem compra a Época ou assiste a Rede Globo são pessoas que votam, pagam impostos, são pobres, pouco letradas, mas são, antes de tudo, seres humanos que vivem o dia-a-dia e sabem discernir entre aqueles que os respeitam e os que não. Se os “jornalistas” (?) da Época, do Estadão, da Folha, ou o Arnaldo Jabor, estão empregados, eles todos devem, e muito, seus empregos a essa gente que eles tratam como idiotas. Se Dilma ou Serra, não sei. Mas, todos temos que gritar: fora reacionários vendilhões da grande imprensa tupiniquim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Por imperiosa necessidade profissional, isto é, até para poder criticar, eu sou assinante dessas porcarias todas, ou melhor, ERA assinante dessas coisas citadas ai em cima. Estou agora mesmo cancelando minhas assinaturas. Chega!!! Cansei de tanta desfaçatez!!!
Categoria: BRASIL
Escrito por Fernando Gelfuso às 15h18
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Quem é Paulo Preto
Quem é Paulo PretoCynara Menezes 15 de outubro de 2010 às 10:55h Levada à campanha por Dilma Rousseff, a história do ex-diretor da Dersa causa constrangimento no tucanato e gera versões desencontradas de Serra. Por Cynara Menezes. Foto: Rodrigo Capote/Folhapress Na noite do domingo 10, ao fim do primeiro bloco do debate da TV Bandeirantes, o mais acalorado da campanha presidencial até agora, cobrada pelo adversário tucano José Serra sobre as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra, a petista Dilma Rousseff revidou: “Fico indignada com a questão da Erenice. Agora, acho que você também deveria responder sobre Paulo Vieira de Souza, seu assessor, que fugiu com 4 milhões de reais de sua campanha”. Serra nada disse – ou “tergiversou”, como acusou a adversária durante todo o encontro televisivo –, e o País inteiro ficou à espera de uma resposta: quem é Paulo Vieira de Souza? Numa eleição em que o jornalismo dito investigativo só atuou contra a candidata do governo, Dilma Rousseff serviu como “pauteira” para a imprensa. O pauteiro é quem indica quais reportagens devem ser feitas – e, se não fosse por causa de Dilma, Vieira de Souza nunca chegaria ao noticiário. Nos dias seguintes ao debate, finalmente jornais e tevês se preocuparam em escarafunchar, mesmo sem o ímpeto habitual quando se trata de denúncias a atingir a candidatura governista, um escândalo que envolvia o tucanato. A acusação contra Vieira de Souza, vulgo “Paulo Preto” ou “Negão”, apareceu pela primeira vez em agosto, na revista IstoÉ. No texto, que obviamente teve pouquíssima repercussão na época, o engenheiro Paulo Preto era apontado como arrecadador do PSDB e acusado pelos próprios tucanos de sumir com dinheiro da campanha. “Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial”, dizia a reportagem, segundo a qual o engenheiro possuía relações estreitas com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix. Após a citação feita por Dilma, os jornalistas cuidaram de cercar Serra para tentar extrair a resposta que ele não deu no debate. De saída, o candidato disse não conhecê-lo. “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”, declarou, na segunda-feira 11. No dia seguinte, ameaças veladas feitas pelo ex-arrecadador em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo foram capazes de refrescar a memória de Serra. “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem de responder. Não tem atitude minha que não tenha sido informada a ele”, disse Paulo Preto. “Não se larga um líder ferido na estrada em troca de nada. Não cometam esse erro.” A partir da insinuação de que o já apelidado “homem-bomba do tucanato” possui fartos segredos a revelar, Serra não só se lembrou do desconhecido como o defendeu e o elogiou. “A acusação contra ele é injusta. Não houve desvio de dinheiro de campanha por parte de ninguém, nem do Paulo Souza”, afirmou o tucano, fazendo questão de dizer que o apelido “Preto” é preconceituoso. “Ele é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de Engenheiro do Ano (em 2009). Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo.” O último cargo público do engenheiro em governos do PSDB foi como diretor de engenharia da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), cargo do qual foi demitido em abril, poucos dias após Serra se lançar à Presidência. Mas sua folha de serviços prestados ao PSDB é extensa. Há 11 anos ocupava cargos de confiança em governos tucanos e era diretor da Dersa desde 2005, primeiro nas Relações Institucionais e depois na engenharia, nomeado por Serra. Trabalhou no Palácio do Planalto durante os quatro anos do segundo governo Fernando Henrique Cardoso como assessor especial da Presidência, no programa Brasil Empreendedor Rural. Em São Paulo, foi responsável pela medição de obras e pagamentos a empreiteiras contratadas para construir o trecho sul do Rodoanel, que custou 5 bilhões de reais, a expansão da avenida Jacu-Pêssego e a reforma na Marginal do Tietê, estimada em 1,5 bilhão. Quem levou Vieira de Souza para o Planalto foi Aloysio Nunes Ferreira, recém-eleito senador pelo PSDB, de quem Paulo Preto se diz amigo há mais de 20 anos. Ferreira dispensa apresentações. Em 3 de outubro foi o candidato ao Senado mais votado do Brasil, depois de ter sido chefe da Casa Civil no governo paulista. De acordo com a IstoÉ, familiares de Vieira de Souza chegaram a emprestar 300 mil reais para Ferreira, quantia -assumidamente utilizada pelo novo senador para quitar o pagamento do apartamento onde vive, em Higienópolis. O engenheiro mantém, aliás, um padrão de vida elevado, muito acima de quem passou boa parte da carreira em cargos públicos. É dono de um apartamento na Vila Nova Conceição em um edifício duplex com dez vagas na garagem, sauna privê e habitado por banqueiros e socialites. Pela média de preços da região, um apartamento no prédio não custa menos de 9 milhões de reais. Vieira de Souza foi demitido da Dersa oito dias após aparecer ao lado de tucanos graduados na festa de inauguração do Rodoanel e atribuiu sua saída a diferenças de estilo com o novo governador, Alberto Gold-man, que assumiu na qualidade de vice. Goldman parecia, de fato, incomodado com a desenvoltura, para dizer o mínimo, de Paulo Preto no governo, e deixou esse descontentamento claro em um e-mail enviado a Serra, em novembro do ano passado, no qual acusava o então diretor da Dersa de ser “vaidoso” e “arrogante”, como revelou a Folha de S.Paulo. “Parece que ninguém consegue controlá-lo. Julga-se o Super-Homem”, escreveu o atual governador na mensagem ao antecessor, também encaminhada ao secretário estadual de Transportes, Mauro Arce. Mas Paulo Preto só deixou o governo quando Serra saiu. Dois meses após sua exoneração, em junho, Vieira de Souza seria preso em São Paulo, acusado de receptação de joia roubada. O ex-diretor da Dersa alega ter comprado de um desconhecido um bracelete de brilhantes da marca Gucci por 18 mil reais. Ao levar a joia a uma loja do Shopping Iguatemi para avaliar se era verdadeira, foi preso em flagrante, após ser constatado pelo gerente que o objeto havia sido furtado ali mesmo no mês anterior. Solto no dia seguinte, passou a responder à acusação em liberdade. Hoje, ele atribui o imbróglio a “uma armação”. Seu nome aparece ainda na investigação feita pela Polícia Federal que resultou na Operação Castelo de Areia. Na ação, -executivos da construtora Camargo Corrêa são acusados de comandar um esquema de propinas em obras públicas. A empresa nega. No relatório da PF há várias referências ao trecho sul do Rodoanel, responsabilidade de Paulo Preto, que teria recebido quatro pagamentos mensais de 416 mil reais da empreiteira. Vieira de Souza também nega. “A mim nunca ninguém entregou absolutamente nada. O lote da Camargo Corrêa na obra era de 700 milhões de reais e a obra foi entregue no prazo, só com 6,52% de acréscimo. É o menor aditivo que já houve em obra pública no Brasil.” À revista Época, que publicou uma pequena reportagem sobre o caso em maio, Ferreira reconheceu a amizade antiga com Paulo Preto, mas negou ter recebido doações ilegais da construtora. Afirmou ainda que o Rodoanel foi aprovado pelos órgãos fiscalizadores. “O Rodoanel teve apenas um aditivo de 5% de seu valor total, um recorde para os padrões do Brasil”, disse o senador eleito. Atualmente, a operação Castelo de Areia encontra-se paralisada em virtude de uma liminar deferida pelo ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), até que seja julgado o pedido da defesa da Camargo Corrêa, que reclama de irregularidades na investigação. O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, que teria servido de fonte para a reportagem da IstoÉ, deu entrevista nos últimos dias na qual nega ter afirmado que Paulo Preto arrecadara, por conta própria, “no mínimo” 4 milhões de reais – o próprio engenheiro diz que esse número foi subestimado. Segundo Eduardo Jorge, não existe nenhum esquema de “arrecadação paralela”, o famoso caixa 2, entre os tucanos. Paulo Preto processa EJ, o tesoureiro-adjunto Evandro Losacco e o deputado federal reeleito José Aníbal, chamados por ele de “aloprados” por tê-lo denunciado à revista. Curiosamente, na entrevista à imprensa, Eduardo Jorge faz mistério sobre os nomes dos reais arrecadadores da campanha tucana, a quem chama de “fulano” e “sicrano”. Na quinta-feira 14, a bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo entrou com uma representação no Ministério Público Estadual. Solicita uma investigação contra o ex-diretor da Dersa por improbidade administrativa. Além da acusação sobre os 4 milhões de reais arrecadados irregularmente para a campanha tucana, os parlamentares petistas acusam a filha de Paulo Preto, a advogada Priscila Arana de Souza, de tráfico de influência, por representar as empreiteiras que tinham negócios com a empresa pública desde 2006, quando o pai era responsável pelo acompanhamento e fiscalização das principais obras viárias do governo paulista, como o Rodoanel e a Nova Marginal, vitrines da campanha tucana na corrida presidencial. Documentos do Tribunal de Contas da União revelam que Priscila Souza era uma das advogadas das empreiteiras no processo que analisou as contas da construção do trecho sul do Rodoanel. Ao contrário do que disse o ex-chefe da Casa Civil de Serra, uma auditoria da empresa Fiscobras apontou diversas irregularidades na obra, entre elas um superfaturamento de 32 milhões de reais em relação ao contrato inicial, despesa que teria sido repassada ao Ministério dos Transportes, parceiro no projeto. A filha do engenheiro aparece ainda em uma procuração, datada de maio de 2009, na qual os responsáveis da construtora Andrade Gutierrez autorizam os advogados do escritório Edgard Leite Advogados Associados a representarem a empresa em demandas judiciais. “Já havíamos encaminhado ao MP uma representação, em maio, pedindo investigação sobre a suposta arrecadação ilegal de dinheiro para a campanha tucana, com base nas denúncias da IstoÉ. Conversei com o procurador-geral, Fernando Grella, e ele me garantiu que a investigação foi aberta, mas corre em sigilo de Justiça, por ter sido anexada aos autos da Operação Castelo de Areia, que está suspensa”, disse o deputado estadual do PT Antonio Mentor. Para o presidente estadual do PT, Edinho Silva, há indícios suficientes de uma relação “pouco lícita” entre o ex-diretor da Dersa e as construtoras. “Como pode a filha representar as mesmas empresas que são fiscalizadas pelo pai? O poder público não pode se relacionar dessa forma com a iniciativa privada”, afirmou Silva, recém-eleito deputado estadual. “Além disso, é preciso apurar essa história do dinheiro arrecadado ilegalmente pelo engenheiro. Quem denunciou isso não foi a gente, foi o PSDB, que não viu a cor do dinheiro e reclamou à imprensa.” Por meio de nota, o escritório de -advocacia classificou de “inconsistentes e maldosas” as acusações do PT. “A advogada Priscila Arana de Souza ingressou no escritório em 1º de junho de 2006. O escritório presta, há mais de dez anos, serviços jurídicos a praticamente todas as empresas privadas que compõem os consórcios contratados para a execução do trecho sul do Rodoanel de São Paulo”, registra o texto. Procurado por CartaCapital, Paulo Preto não foi encontrado. Seus assessores informaram, na quinta-feira 14, que o engenheiro estava viajando. Na entrevista que deu à Folha, o engenheiro insinuou que sua função era a de facilitar as doações de empresas privadas com contratos com o governo de São Paulo ao PSDB. “Ninguém nesse governo deu condições de as empresas apoiarem (sic) mais recursos politicamente do que eu”, disse. Isso porque, sustentou, cumpriu todos os prazos e pagamentos acertados com as empreiteiras nas obras sob seu comando. Nos últimos dias, Serra tem se mostrado irritado com as perguntas de jornalistas sobre o tucano honorário Paulo Preto. Em Porto Alegre, na quarta-feira 13, chegou a acusar o jornal Valor Econômico de atuar em favor da campanha de Dilma Rousseff. Perguntado por um repórter do diário, o presidenciável disse que o veículo, pertencente aos grupos Folha e Globo, “faz manchete para o PT colocar no horário eleitoral gratuito”, evidenciando como se incomoda de provar do próprio remédio. O destempero deu-se minutos depois de o candidato declarar seu apreço pela liberdade de imprensa. Além do mais, a reclamação é estranha: as manchetes de jornais e capas de revistas com críticas e denúncias contra Dilma Rousseff são matéria-prima do programa eleitoral do PSDB. No domingo 17, Dilma e Serra voltam a se enfrentar no debate promovido pela Rede TV! Ninguém espera que se cumpra o vaticínio frustrado de “paz e amor” dado pelos jornais antes do primeiro confronto. A petista vai, ao que tudo indica, continuar a questionar Serra sobre as privatizações do governo Fernando Henrique e insistirá na comparação dos feitos do governo Lula com aqueles de seu antecessor. Segundo a pesquisa CNT-Sensus divulgada na quinta 14, os entrevistados consideraram Dilma Rousseff a vencedora do debate na Band. Durante o debate, Serra nem sequer defendeu a própria mulher, Mônica, apontada por Dilma como uma das líderes de uma campanha difamatória de cunho religioso contra o PT, ao declarar a um evangélico no Rio de Janeiro que a candidata governista “gosta de matar criancinhas”. O fez depois, em seu programa eleitoral, ao tentar assumir o papel de vítima (segundo ele, a adversária tinha partido para a baixaria e atacado até a sua família). Siga Cynara Menezes no Twitter: @cynaramenezes Cynara MenezesCynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto "Jornal da Bahia", em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a "Folha de S. Paulo", "Estadão", "Veja" e para a revista "VIP". Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.
Categoria: BRASIL
Escrito por Fernando Gelfuso às 15h16
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Guerra suja na campanha eleitoral In: http://www.cartacapital.com.br/politica/guerra-suja-na-campanha-eleitoral Guerra suja na campanha eleitoralVenicio de Lima 14 de outubro de 2010 às 16:53h Corre solta na internet uma guerra – e, como toda guerra, sem qualquer ética – de manipulação da informação, agora tendo como aliados partidos de oposição e os setores mais retrógrados das igrejas católica e evangélica, incluindo velhas e conhecidas organizações como o Opus Dei e a TFP As campanhas eleitorais têm servido para revelar, de forma inequívoca, qual a ética empresarial e jornalística que predomina na grande mídia brasileira. Os episódios recentes relacionados à demissão de conceituada articulista do Estado de S.Paulo, assim como a ação da Folha de S.Paulo, que obteve na Justiça liminar para retirada do ar do blog de humor crítico Falha de S.Paulo, são apenas mais duas evidências recentes de que esses jornalões adotam, empresarialmente e dentro de suas redações, práticas muito diferentes daquelas que alardeiam em público. Como se sabe, o Estadão é o jornal que afirma diariamente estar sofrendo “censura” judicial, há vários meses. Tratei do tema neste Observatório quando da demissão do jornalista Felipe Milanez, editor da revista National Geographic Brasil, publicada pela Editora Abril, por ter criticado, via Twitter, a revista Veja (ver “Hipocrisia Geral: Liberdade de expressão para quem?”). Corre solta também, na internet, uma guerra – e, como toda guerra, sem qualquer ética – de manipulação da informação, agora tendo como aliados partidos de oposição e os setores mais retrógrados das igrejas católica e evangélica, incluindo velhas e conhecidas organizações como o Opus Dei e a TFP. Ademais, uma série de panfletos anônimos sobre candidatos e partidos, de conteúdo mentiroso e manipulador, tem aparecido e circulado em diferentes pontos do país, aparentemente de forma articulada. Estamos chegando ao “primeiro mundo”. Repetem-se aqui as estratégias políticas obscuras que já vem sendo utilizadas pelos radicais conservadores ligados – direta ou indiretamente – à extrema direita do Partido Republicano – o “Tea Party” – e também pela chamada “Christian Right”, nos Estados Unidos. A bandeira da liberdade de expressão equacionada, sem mais, com a liberdade de imprensa, não passa de hipocrisia. Começou com o PNDH3 A atual onda, que acabou por deslocar o eixo da agenda pública da campanha eleitoral e da propaganda política no rádio e na televisão para uma questão de foro íntimo e religioso, teve seu início na violenta reação ao Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3), capitaneada pela grande mídia. Na época, escrevi: “O curto período de menos de cinco meses compreendido entre 21 de dezembro de 2009 e 12 de maio de 2010 foi suficiente para que as forças políticas que, de fato, há décadas, exercem influência determinante sobre as decisões do Estado no Brasil, conseguissem que o governo recuasse em todos os pontos de seu interesse contidos na terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (Decreto n. 7.037/2009). Refiro-me, por óbvio aos militares, aos ruralistas, à Igreja Católica e, sobretudo, à grande mídia.” ["A grande mídia vence mais uma", 15/5/2010]. São essas forças políticas – com seus paradoxos e contradições – que agora se unem novamente para tentar influir no resultado das eleições presidenciais de 2010, valendo-se da “ética” de que “os fins justificam os meios”. Lições A essa altura, já podem ser observadas algumas lições sobre a mídia e suas responsabilidades no processo político de uma democracia representativa liberal como a nossa: 1. Não é apenas a grande mídia que tem o poder de pautar a agenda do debate público. A experiência atual demonstra que, em períodos eleitorais, essa agenda pode ser pautada “de fora” quando há convergência de interesses entre forças políticas dominantes. Elas se utilizam de seus próprios recursos de comunicação (incluindo redes de rádio e televisão), redes sociais (p. ex. Twitter) e correntes de e-mail na internet. A grande mídia, por óbvio, adere e abraça a nova agenda por ser de seu interesse. 2. Fica cada vez mais clara a necessidade do cumprimento do “princípio da complementaridade” entre os sistemas de radiodifusão (artigo 223 da Constituição). Seria extremamente salutar para a democracia brasileira que o sistema público de mídia se consolidasse e funcionasse, de fato, como uma alternativa complementar ao sistema privado. 3. Independente de qual dos candidatos vença o segundo turno das eleições presidenciais, a regulação do setor de comunicações será inescapável. Não dá mais para fingir que o Brasil é a única democracia do planeta onde os grupos de mídia devem prosseguir sem a existência de um marco regulatório. 4. O artigo 19 da Constituição reza: É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na formada lei, a colaboração de interesse público. Apesar de ser, portanto, claro o caráter laico do Estado brasileiro, na vida real estamos longe, muito longe, disso. 5. Estamos também ainda longe, muito longe, do ideal teórico da democracia representativa liberal onde a mídia plural deveria ser a mediadora equilibrada do debate público, representando a diversidade de opiniões existentes no “mercado livre de idéias”. Doce ilusão. Artigo originalmente publicado no Observatório da Imprensa  Venício A. de Limaé professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Liberdade de Expressão vs. Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia, Publisher, 2010.
Categoria: BRASIL
Escrito por Fernando Gelfuso às 19h31
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Denúncias contra governo Serra
Não gosto da expressão "mar de lama". Ela faz lembrar o velho corvo, Carlos Lacerda, à época da escandalosa campanha contra o governo nacionalista-trabalhista de Getúlio Vargas. O pessoal do "Vermelho" bem que podia ter utilizado uma outra expressão. Mas como o assunto é grave, aí vai a matéria. Paulo Preto: novas denúncias revelam mar de lama no governo SerraVermelho 14 de outubro de 2010 às 16:46h Por Cláudio Gonzalez*
A bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo concedeu entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (13) para revelar novas suspeitas de casos de corrupção envolvendo o chamado “homem-bomba” do PSDB, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto. Integrande do grupo do agora senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, Preto era homem de confiança dos tucanos paulistas até que foi acusado de sumir com quatro milhões de reais do “caixa 2″ da campanha de Serra. As maracutais envolvendo o ex-presidente da Dersa, Paulo Preto, já eram bastante conhecidas nos bastidores do mundo político. Matérias da revista Veja (clique aqui para ler) e da revista IstoÉ (leia aqui) já tinham trazido à tona graves suspeitas sobre o engenheiro que ocupou cargos de grande importância no governo paulista na gestão do então governador José Serra (PSDB). Mas o nome de Paulo Preto foi jogado sob holofotes mais intensos depois que a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, durante o debate da Rede Bandeirantes, no último domingo (10), citou o desvio de R$ 4 milhões do caixa de campanha de José Serra. O dinheiro teria sido arrecadado por Paulo Preto junto a empreiteiras e depois sumido. Durante o debate e no dia seguinte, o candidato José Serra disse que não conhecia Paulo Vieira de Souza, mas depois voltou atrás. Nesta terça-feira (12), durante evento em Aparecida do Norte, Serra saiu em defesa do ex-presidente da Dersa e disse que ele é inocente e também que já foi eleito o Engenheiro do Ano. Denúncias sufocadas pelos tucanos – Com o nome de Paulo Preto ganhando espaço na mídia, a bancada do PT resolveu reapresentar algumas denúncias envolvendo não só Paulo Vieira de Souza mas também o ex-governador José Serra e o atual presidente da Dersa, José Max Reis Alves. As denúncias de tráfico de influência, desvio de dinheiro público e improbidade administrativa endossam a representação que os deputados petistas devem encaminhar nesta quinta-feira à Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo. São denúncias que já circularam pela Assembléia Legislativa de São Paulo mas foram sufocadas pela maioria governista aliada aos tucanos. Agora, com o assunto ocupando a pauta eleitoral, os deputados petistas têm esperança que as denúncias sejam finalmente investigadas. Paulo Preto tem estreitas ligações políticas e pessoais com Aloysio Nunes Ferreira Filho (foto ao lado), ex-secretário da Casa Civil de São Paulo e senador eleito pelo PSDB em São Paulo. Vieira de Souza e Aloysio se conhecem há mais de 20 anos. Quando, no ano passado, o tucano sonhou em ser o candidato de seu partido ao governo de São Paulo, Vieira de Souza foi apresentado como seu “interlocutor” junto ao empresariado. A proximidade entre os dois é tão grande que a família dele contribuiu para que o ex-secretário comprasse seu apartamento. Trajetória repleta de episódios nebulosos – “Trata-se de uma trajetória repleta de episódios nebulosos”, disse o líder da Bancada do PT, Antonio Mentor, em referência a Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. Segundo Mentor, antes de sair da Dersa, no final de 2009, Preto foi ainda acusado de favorecimento na indicação da própria filha, a advogada Priscila Arana de Souza Zahran, para o Escritório Edgard Leite Advogados Associados, que defende a Dersa e as mesmas construtoras que deveriam ser fiscalizadas pela estatal, no Tribunal de Contas da União e Tribunal de Contas do Estado. Deputado eleito e presidente do PT Estadual, Edinho Silva, destacou o acesso a informações privilegiadas que a advogada tinha, ao atuar em um escritório que atendia empreiteiras fiscalizadas por se próprio pai. “É evidente o conflito de interesses”, explicou Edinho. As empreiteiras atendidas pelo escritório onde trabalha a filha do ex-presidente da Dersa atuaram nas principais obras viárias do Estado, como o Rodoanel, a Nova Marginal e a extensão da Avenida Jacu-Pêssego. Paulo Vieira de Souza era o responsável, por exemplo, por autorizar o pagamento a estas empreiteiras. “O contrato mais emblemático refere-se à extensão da Avenida Jacu-Pêssego. Nós, da Bancada do PT, fomos até a Dersa, por causa das desapropriações que a obra iria provocar. Paulo Preto foi acintoso, violento e ameaçador”, relatou o deputado Adriano Diogo. Festa de R$ 1 milhão e ameaça a padre – O estilo do ‘tocador de obras’ do ex-governador José Serra também aparece nas festas que ele promove. “A festa de aniversário que ele realizou em março de 2009, na Casa das Caldeiras, custou R$ 1 milhão, e teve direito até a camelos e odaliscas”, denunciou o líder da Bancada do PT. O deputado Adriano Diogo relatou ainda um episódio que mostra o estilo truculento do tucano Paulo Preto. Segundo Diogo, durante uma reunião para tratar dos interesses de centenas de famílias que estavam ameaçadas de despejo por causa das obras da avenida Jacú Pêssego, Paulo Preto lançou ameaças e grosserias contra o padre Franco Torresi, que estava na reunião como representante das comunidades ameaçadas de perder suas casas. “O Paulo Preto nos recebeu a contra-gosto e foi super grosseiro. Contou que durante o governo FHC ocupou cargos na área penitenciária e dirigindo-se ao padre Torresi fez um comentário em tom de ameaça. Disse que se tivesse conhecido o padre na época da ditadura, teria o colocado no pau (de arara, instrumento de tortura) e o padre não estaria ali enchendo o saco”, relatou Diogo. A fama de arrogante e truculento de Paulo Preto é confirmada por um ilustre tucano. O atual governador de São Paulo, Alberto Goldman, chegou a escrever um e-mail a José Serra reclamando do estilo de Paulo Preto. Na mensagem, Goldman diz que o ex-diretor da Dersa é incontrolável, “vaidoso” e “arrogante”.
Vínculo com o esquema PC Farias – A representação da Bancada do PT pede a instauração de um inquérito civil público para apurar os indícios de irregularidades. A representação dos deputados petistas também pede à Procuradoria investigação sobre o atual presidente da estatal, José Max Reis Alves, que já integrava a diretoria da DERSA na gestão de Paulo Vieira de Souza e foi acusado de participar do Esquema PC Farias, a máfia que atuou durante o Governo Collor, no início da década de 90. Esta é a segunda representação que a Bancada do PT envia à Justiça sobre o ‘caso Paulo Preto’. O primeiro pedido de investigação, formulado em maio de 2009, está vinculado à Operação Castelo de Areia da Polícia Federal. “Estive reunido na semana passada com o Procurador (Fernando Grella Vieira) e o caso tramita em segredo de Justiça”, explicou o deputado Antonio Mentor. *Matéria originalmente publicada no site Vermelho
Escrito por Fernando Gelfuso às 19h08
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ESTADÃO - VINDE A MIM...
8 de outubro de 2010 às 9:16 Maria Rita Kehl: Os bastidores de sua demissão pelo Estadãopor Conceição Lemes Maria Rita Kehl é psicanalista, ensaísta e cronista. Tem seis livros publicados. O mais recente, O Tempo e o Cão, foi lançado em 2009, pela Boitempo. Nele, aborda o significado da depressão como sintoma psíquico da sociedade contemporânea. Maria Rita é a ganhadora do Prêmio Jabuti 2010 na categoria Educação, Psicologia e Psicanálise com O Tempo e o Cão. Formada em psicologia pela USP, durante muitos anos se dedicou exclusivamente ao jornalismo cultural. Foi editora do Movimento, jornal que, ao lado do Opinião e d’O Pasquim, foi um dos mais importantes órgãos da imprensa alternativa durante o regime militar. Participou também da fundação do jornal Em Tempo e escreveu como freelancer para veículos, como Veja, Isto É e Folha de S. Paulo. Em 1979, Maria Rita decidiu fazer mestrado em psicologia social. Sua tese: O Papel da Rede Globo e das Novelas da Globo em Domesticar o Brasil Durante a Ditadura Militar. Em 1981, começou a atender pacientes — e nunca mais parou. Em 1997, doutorou-se em psicanálise pela PUC-SP com uma pesquisa que resultou no livro Deslocamentos do Feminino – A Mulher Freudiana na Passagem para a Modernidade (Imago, 1998). Nos últimos oito meses, manteve uma coluna quinzenal no Caderno 2, em O Estado de S. Paulo. Nessa quarta-feira, ela foi demitida depois de ter escrito o artigo Dois Pesos, publicado no último sábado (2), onde abordou a “desqualificação” dos votos dos pobres. Em entrevista na manhã de quinta-feira (7) a Bob Fernandes, da Terra Magazine, ela denunciou. – Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um “delito” de opinião (…) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua? [Ricardo Gandour, diretor do Estadão, deu entrevista mais tarde ao Terra Magazine, dizendo que não houve censura] Em entrevista ao Viomundo, Maria Rita detalha os bastidores. Viomundo – Na terça-feira, começou a circular na internet boatos de sua demissão. Antes, em algum momento, você foi alertada sobre “problemas” com os seus textos? Maria Rita Kehl – Nunca. Foi o que eu argumentei com a editora do Caderno 2, que me convidou para escrever a coluna. Na verdade, ela me chamou para escrever sobre psicanálise. Argumentei que só sobre psicanálise conflitava com o meu consultório. De vez em quando, disse-lhe, poderia escrever sobre o tema, mas eu gostaria mesmo era de escrever sobre tudo, inclusive política, assunto que me interessa muito. Ela aceitou. Viomundo – Essa conversa foi…? Maria Rita Kehl – No final do ano passado, mas eu só comecei a escrever em fevereiro deste ano. Aí, fui escrevendo. Cada vez mais sobre política, pois ficando cada vez mais apaixonante. Eu já fui jornalista, tenho uma cabeça muito política também… Após cada artigo, eu sempre perguntava: “E, aí, tudo bem?” Ela: “Tudo bem”. Desta vez foi engraçado porque eu perguntei: “Tudo bem? Será que eles não vão pedir a minha cabeça?”. A resposta que veio: “Não vão, pode ficar tranqüila.” Eu fiquei. Imagino que a editora não iria me enganar…
Viomundo – Quando soube dos “problemas” com os seus artigos? Maria Rita Kehl – Na terça [5 de outubro]. Recebi um telefonema muito constrangido de que a coisa tinha ficado muito feia…cartas de leitores estavam reclamando muito da minha presença no jornal… tinha gente do Conselho Editorial muito enfurecida… a situação estava muito difícil. Ela lembrou de que a ideia inicial era que eu escrevesse sobre psicanálise… “Bem, posso tentar escrever mais sobre psicanálise… Mas nunca mais escrever sobre política, isso não, isso eu não aceito”. Até porque o período em que o tema é mais polêmico é agora, depois relaxa… Ela disse que iria conversar novamente com o Gandour [Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estadão], que eu não conheço pessoalmente. Aí, aconteceu uma coisa que eu não sei explicar, é um mistério. Mas acho que partiu de dentro do jornal, de alguém que ouviu essa conversa. Uma hora depois já tinha gente me ligando, para saber se eu tinha sido demitida. Viomundo – O que a leva a suspeitar de que alguém do Estadão tenha passado a informação adiante? Maria Rita Kehl — Foi um detalhe da nossa conversa [entre a editora e Maria Rita]. Só alguém de dentro do jornal, que tinha ouvido a editora conversar comigo, tinha a informação… Tanto que o boato foi de que eu “estava proibida de escrever sobre política, só poderia escrever sobre psicanálise”. Viomundo – Você pensou em divulgar? Maria Rita Kehl – Eu não tinha nenhum interesse em começar a divulgar, enquanto não tivesse a resposta. Eu não poderia criar um escândalo sem antes conhecê-la. Acredito que ficou para eles [direção do jornal] a impressão de que fui eu que fiz toda a movimentação na internet. Até quis tornar público. Não fiz. E não porque sou boazinha. É porque não tinha nenhum interesse em divulgar antes de ter a resposta final do jornal. Nessa quarta [6], depois da reunião que a editora teve com o Gandour, veio a resposta. Gandour disse que por conta da repercussão, a minha posição havia ficado insustentável, intolerável. Viomundo – A repercussão na rede da sua demissão foi apenas pretexto… Maria Rita Kehl – É, a coisa já não estava boa. E por ter tido muita repercussão, ficou, segundo o jornal, insustentável. É como se eu tivesse organizado uma passeata petista na frente da redação com bandeiras vermelhas, com ameaça de exigências. A minha demissão virou top10 do twitter. Eu não esperava. Fiquei atônita. Virou um acontecimento. A minha coluna era quinzenal… Eu não sou Jânio de Freitas nem nada…O fato é que virou um acontecimento na internet com muitas acusações contra o Estadão. Viomundo – O seu trabalho foi censurado, concorda? Maria Rita Kehl – A palavra censura não é boa. No meu conceito, censura seria você não pode escrever sobre isso ou aquilo, corta uma linha aqui, outra ali… O que o meu caso demonstrou é que o jornal não permite uma visão diferente da do jornal nas suas páginas. É isso. Essa é dita imprensa liberal. As grandes empresas que controlam a informação no país estão nas mãos de poucas famílias… Teoricamente seriam imparciais, dando voz ao outro lado, só que elas têm um posicionamento muito claro de que não são imparciais. Veja o meu caso. O meu artigo é assinado, não estou falando pelo jornal. Mas nem isso cabe. Viomundo – Na verdade, os grandes veículos se dizem imparciais, alardeiam isso para a sociedade, só que a prática é oposta…
Maria Rita Kehl — Eu acho honesto que o jornal assuma uma posição. É pior dizer que é imparcial e dar a notícia só com um lado. Isso confunde muito mais o leitor. É pena que não tenha gente com dinheiro suficiente para apoiar outros candidatos. …Um grande jornal que apóie a Dilma, um grande jornal que apóie a Marina, um grande jornal que apóie o Plínio… Na verdade, todos os jornais estão apoiando o mesmo candidato. Esse é o problema da política brasileira, da burguesia brasileira, da concentração do dinheiro na sociedade brasileira… Os donos dos jornais são parciais, mesmo… Ninguém é imparcial. Mas, para que os leitores sejam adequadamente informados e se posicionem, é fundamental ter o outro lado. Infelizmente, o que os donos dos jornais revelam é que não cabe voz a outra posição, nem mesmo em artigos assinados. Que liberdade de expressão é esta?
Categoria: BRASIL
Escrito por Fernando Gelfuso às 21h11
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MANCHETE MENTIROSA
5 de outubro de 2010 às 20:41 Marco Aurélio Garcia: “Manchete da Folha é mentirosa”por Conceição Lemes Manchetão da Folha de S. Paulo de hoje repercutiu em toda a imprensa.
 “Só que a manchete da Folha é mentirosa”, detona o professor Marco Aurélio Garcia. “O aborto não consta do programa de governo da candidata do PT. Portanto, é impossível retirar uma coisa que não tem.” “O Serra tenta fazer do aborto uma questão central do segundo turno para desviar o foco do debate de programa de governo, que ele não tem”, afirma Marco Aurélio. “Aí, parte para uma guerra suja, para desqualificar a nossa candidata. E como não tem coragem para assumir a paternidade a sordidez, ele a terceiriza para os seus paus-mandados.” O professor Marco Aurélio Garcia é coordenador de programa de governo da candidata petista. A partir de hoje passa a ter maior participação na coordenação da campanha, do qual já é um dos coordenadores. A mensagem sobre aborto postada no twitter por André Vargas, deputado federal (PT-PR) e secretário nacional de comunicação do PT,também gerou muita crítica hoje, principalmente na internet. “Além de inoportuna”, reagiu Marco Aurélio, ” é uma declaração injusta com as feministas.” André Vargas disse no twitter: “Foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas. Eu e outros fomos contra [a descriminalização do aborto]”. “A declaração dele [André Vargas] é inoportuna, pois é uma questão que não pode ser discutida de forma simplista”, explica Marco Aurélio. “Injusta, porque as feministas não estão exigindo que incluamos o assunto neste momento no debate. Não podemos ganhar uma eleição usando o discurso ofensivo, discriminatório, da direita. Portanto, repelimos totalmente esse tipo discurso. A Dilma não é a favor do aborto, mas entende que ele tem de ser discutido no âmbito da saúde pública e das respostas da saúde da mulher.” Aliás, saúde (implica fortalecimento do SUS), educação (de melhor qualidade) e segurança pública serão as três áreas prioritárias do futuro governo Dilma, que já as discutiu com os governadores eleitos. “Serão os governadores que darão sustentação a esse programa”, diz Marco Aurélio. “O Rio de Janeiro é uma prova de que isso dá certo. A parceria do governo federal com o estadual está dando bons resultados na segurança pública. Já em São Paulo, onde isso não acontece, a política de segurança pública fracassou.” Os três pontos prioritários já são compromissos do programa de Dilma. Só que agora a campanha pretende explicitá-los mais. “O que está em jogo são dois projetos”, ressalta Marco Aurélio. “O da oposição, que é um projeto neoliberal. E o nosso que privilegia a melhor educação, reduziu a mortalidade infantil, tirou 30 milhões de pessoas da linha abaixo da pobreza, gerou 14 milhões de empregos com carteira assinada, entre muitas conquistas. A sociedade não é composta por um bando de imbecis, como imagina a oposição. Ela vai saber escolher qual projeto tem realmente mais compromisso com a vida.” “Para isso, pedimos desde já aos militantes e simpatizantes do PT, PMDB, PCdo B, PSB, PDT, que nos ajudem a divulgar esses compromissos do governo e a desmascarar as mentiras do esquema Serra”, arremata Marco Aurélio. “Nós não queremos apenas vencer. Queremos uma grande vitória que legitime ainda mais o governo da futura presidente do Brasil, Dilma Rousseff.”
Categoria: BRASIL
Escrito por Fernando Gelfuso às 21h06
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SAUDADES!!!
SAUDADES!!! Era uma vez um tempo de pardais de verdes nos quintais faz muito tempo atrás quando ainda havia fadas Num bonde havia um anjo pra guiar outro pra dar lugar pra quem chegar sentar de duvidar, de admirar Havia frutos num pomar qualquer de se tirar do pé no tempo em que os casais podiam mais se namorar nos lampiões de gás sem os ladrões atrás tempo em que o medo se chamou jamais Veio um marquês de uma terra já perdida e era uma vez, se fez dono da vida mandou buscar cem dúzias de avenidas pra expulsar de vez as margaridas por não ter filhos, talvez por nem gostar ou talvez por manias de mandar Só sei que enquanto houver os corações nem mesmo mil ladrões, podem roubar canções E deixa estar, que há de voltar o tempo dos pardais, do verde dos quintais tempo em que o medo se chamou jamais! (Tempo dos Pardais - SIVUCA) Bateu saudade e sensação de impotência diante das coisas que o sistema produtor faz com a gente. Abração pro Luiz Antonio Gelfuso, meu camarada Lemão.
Escrito por Fernando Gelfuso às 15h05
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ARMAS NUCLEARES
ARMAS NUCLEARES Em comentário publicado no jornal O Estado de São Paulo em 25 de Abril 2009, o especialista em armamentos, jornalista Roberto Godoy, informou uma relação de nações que possuem e desenvolvem projetos/tecnologia nuclear indicando seus arsenais. Rússia : 5.192 Estados Unidos : 4.075 Reino Unido : 192 China : 176 França : 300 India : 73 Irã : 0 Israel : 200 Ogivas Coréia do Norte : 2 Paquistão : 15 Então vamos condenar somente Irã e Coréia do Norte? Ou caberia uma grande discussão em novas bases?
Categoria: MUNDO
Escrito por Fernando Gelfuso às 20h15
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SANÇÕES CONTRA O IRÃ. SÓ CONTRA O IRÃ? SANÇÕES CONTRA O IRÃ. SÓ CONTRA O IRÃ? Ontem o governo israelense publicou uma nota posicionando-se contra o acordo fechado no dia anterior por 189 países, inclusive o Irã, para transformar o Oriente Médio em área livre de armas nucleares. As autoridades israelenses foram longe anunciando que seu país não aceita sequer participar das negociações que foram propostas para 2012, considerando ainda o acordo “hipócrita” e “profundamente falho”. Que Israel deveria explicar, antes de mais nada, a sua postura pró armamentismo, nos parece óbvio. Porém a grande pergunta a ser dirigida aos líderes israelenses e aos seus aliados é se não caberia aqui propor sanções contra Israel, como fazem eles com os iranianos? Ou será que as possíveis armas produzidas no Irã serão mais devastadoras do que as israelenses - estamos considerando a informação do historiador americano Sasha Polakow-Suransky, publicadas pelo jornal britânico The Guardian (http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,documentos-revelam-que-israel-possui-armas-nucleares-diz-the-guardian,555664,0.htm e/ou http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16629) Como muito bem argumenta Brizola Neto, "a diplomacia americana, Madame Hillary Clinton e os jornais brasileiros, tão ácidos e céticos com o acordo de controle atômico assinado pelo Irã com Brasil e Turquia, não emitiram, até agora, uma pequena crítica que fosse. Que dirá ameaçar Israel com sanções, como fazem com os iranianos".
Categoria: MUNDO
Escrito por Fernando Gelfuso às 00h17
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O que é uma vergonha mesmo?!?!?! O que é uma vergonha mesmo?!?!?! Vergonhoso é um indivíduo humilhar de modo descarado trabalhadores como os garis, sobretudo quando sabidamente o cara vive da audiência que exatamente as camadas mais humildes da sociedade lhe confere. É esse tipo de gente que contribui (?) para formar a opinião de uma grande parcela da nossa sociedade. Esse cidadão - ele sim de segunda categoria - representa os desejos das elites mais retrógradas do país. Quem é esse cidadãozinho para debochar de trabalhadores que certamente são mais dignos em suas humildades do que ele no alto do seu podre pedestal. Como pode uma cabecinha dessas querer avaliar movimentos sociais e partidos políticos. Devemos assistir o vídeo várias vezes e divulgar para que todos saibam o que é que verdadeiramente É UMA VERGONHA!!! http://www.youtube.com/watch?v=XmIzFVhVMV8
Categoria: BRASIL
Escrito por Fernando Gelfuso às 13h22
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GOLPE NO MARANHÃO
GOLPE NO MARANHÃO Em meio à avalanche de escândalos e desmandos histericamente denunciados todos os dias pela grande imprensa, parece ter-nos passado quase que despercebido o golpe baixo, daqueles mais deslavados, descabidos e mesquinhos, típicos de uma “república bananeira”, desfechado no dia 16 de abril último pelo TSE contra o governador do Maranhão jackson Lago. Tão mais escandaloso acabou sendo o dito golpe porque foi desferido em favor de uma representante da oligarquia Sarney, a senhora Roseana Sarney, aquela do marido... dos sacos de dinheiro..., das notas guardadas no cofre de casa, etc. Os jornalões noticiaram aquele absurdo como se tratasse de um evento normal e de uma decisão legitima, legal e própria de qualquer democracia, veredicto digno de uma república moderna e respeitadora de preceitos constitucionais, afinal, a decisão coube aos nossos juizes, digníssimos representantes da legalidade e da moralidade nacional. Um dos jornalões escreveu que “Durante o julgamento, os ministros lembraram as acusações feitas contra o governador cassado. O governador foi acusado de abuso de poder político. A maioria dos ministros concluiu que na campanha de 2006 ocorreram abusos que beneficiaram a candidatura dos dois (governador e vice), que eram aliados do então governador, José Reinaldo, e prejudicaram Roseana Sarney.” Mas, se houve crime eleitoral, abuso de poder ou outra contravenção eleitoral qualquer, não seria mais sensato anular as eleições convocando um novo pleito? Ou seja, “para derrubar Lago e ao mesmo tempo evitar a convocação de novas eleições no Maranhão, a justiça eleitoral brasileira – que grande piada, que escárnio colossal, que falta do menor senso de dignidade! – inventou um procedimento ‘ishperrrrto’: cassou os votos apenas dos eleitores de Jackson Lago, mantendo todos os outros válidos”, assim escreveu o jornalista José arbex. Sei não, acho que estou queimando meus ATPs de bobeira. Não devo me escandalizar com isso, afinal este é o país descoberto acidentalmente por Cabral, esta é a terra dos “homens bons”, das “guerras justas”, das “eleições do cacete”, dos “currais eleitorais”. Acho melhor trabalhar um pouco e tentar contribuir para melhorar só um pouquinho a qualidade da educação no país.
Categoria: BRASIL
Escrito por Fernando Gelfuso às 17h24
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A GUERRA DO CHACO
Republico texto que escreví em 2007 tratando da Guerra do Chaco. Atendo assim pedidos de alguns amigos que, como eu, ficaram indignados com a prova da UFSCAR, notadamente com a questão que tratava deste tema.
A GUERRA DO CHACO:
A norte-americana Standard Oil de Nova Jersey e a anglo-holandesa Royal Dutch Shell são duas das mais poderosas empresas do mundo no ramo industrial. Na década de 1920 esses dois gigantescos conglomerados do petróleo e derivados (hidrocarbonetos) disputavam o controle de uma região latino-americana localizada na América Andina. Os sócios temporários? Bolívia e Paraguai. Um novo enredo para uma velha história, e outra guerra interna para vencedores externos.
Dois países pobres e com antecedentes de ultrajes impostos por vizinhos e pelo imperialismo das potências internacionais foram levados a uma guerra que ficou conhecida como GUERRA DO CHACO (1932-1935).
A região do Chaco possui uma área de aproximadamente 200.000 quilômetros quadrados e está situada entre os rios Piecomayo e Paraguai. Na primeira metade do século XX, a Standard Oil e, evidentemente, outras multinacionais do setor, acreditavam na existência de reservas de petróleo na região. Além disso, era interesse da gigante norte-americana construir um oleoduto que ligasse a Bolívia até o rio Paraguai, rasgando o Chaco paraguaio. Para isso a empresa financiou as tropas bolivianas, enquanto que a sua concorrente Royal Dutch Shell armava os soldados paraguaios.
Mas, como no mundo do capital concorrência não significa inimizade, a disputa de mercados pôde tranquilamente servir de pretexto para uma guerra necessária. Já que ambas faziam parte do mesmo cartel, quem venceu a guerra acabou perdendo. O Paraguai, vitorioso no conflito, teve de assistir imóvel as negociações em que a empresa do grupo Rockefeller (Standard Oil) recebeu da Bolívia os direitos de exploração da área que havia sido disputada na guerra. Libras e dólares estiveram também envolvidos nas negociações.
Entre os 140 mil soldados paraguaios que lutaram pela causa anglo-holandesa, 36 mil acabaram mortos; enquanto que do lado boliviano morreram 57 mil dos 250 mil combatentes. Quase 100 mil latino-americanos deram a vida pela causa alheia.
Muitos latino-americanos decentes gostariam que os críticos de Hugo Chaves e Evo Morales emitissem uma opinião a respeito das histórias dessas guerras e, principalmente, dos seus resultados políticos, econômicos e humanos.
Escrito por Fernando Gelfuso às 13h48
Categoria: AMÉRICA
Escrito por Fernando Gelfuso às 00h13
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MASSACRE DOS CAMPONESES
Clicando no link http://www.aporrea.org/internacionales/n120782.html os amigos poderão assistir video que mostra o massacre de camponeses bolivianos em El Porvenir, no último dia 11 de setembro. A criminosa ação compõe o cenário de conflitos deflagrados pela oposição conservadora que insiste em atentar contra o governo do presidente Evo Morales.
O vídeo nos faz refletir sobre a diferença, ou semelhança que pode existir entre as atuais oligarquias com as velhas aristocracias crioullas do período colonial, ou ainda com as práticas dos primeiros conquistadores espanhóis.
Escrito por Fernando Gelfuso às 21h12
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Stagium e Quinteto Violado
Coisas Bonitas deste Brasil
Convido os amigos "blogonautas" a uma visita ao yuotube por meio do endereço http://br.youtube.com/watch?v=DBvwmaBSDe4. Coisa linda de se ver: o Ballet Stagium dançando ao som de Asa Branca executada pelo Quinteto Violado. Vale a pena conferir. Lindo, lindo, lindo!!!
Saudade do Quinteto Violado. Procuro ansioso por um disco do grupo pernambucano chamado "A Feira". Uma obra-prima que me foi subtraída por amigos do alheio que andam à espreita neste mundão de Deus. Quem souber onde posso encontrar...
Categoria: SOCIED, CULT, ESP e MEIO AMBIENT
Escrito por Fernando Gelfuso às 17h48
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BRASIL, Sudeste, RIBEIRAO PRETO, JARDIM PAULISTA, Homem, de 46 a 55 anos, Livros, Música, Esporte Outro -
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